vejo esta árvore robusta
que cresceu ao longo do tempo
com tantas ramificações
que não se encontra fim ou começo

vejo esta imensa lagoa
que a agita o vento frio
e as andorinhas que brincam
velozes cruzam sua face

e uma pequena cachorrinha
que finge atacar um menino
ela me puxa com força
e é bela em sua pureza

e tantas pessoas que passam
umas simples outras nem tanto
e se expressam e sorriem
em pleno domingo de inverno

os mistérios se escondem
ou passam despercebidos
sabem que a noite vem
e que os sorrisos descansam

então eles se entreolham
e com seus antigos compêndios
sob seus braços cansados
sobem escadas que rangem

e contam estranhas histórias
aqueles ouvidos incautos
e surpreendem aquelas almas
que se supunham seguras

é que os mistérios tocam em temas
músicas das harpas das ninfas
com acordes que misturam
trevas obscuras com luzes puras

Abilio Terra Junior
30/07/2007 00:35 h

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