tu que estás no horizonte
despida de toda malícia
ouves o que diz tua pele
te envolvas com o espaço vazio

nunca tomes o porvir
ainda que ele te exclame
sigas o rumo das águas
assim como as folhas do outono

rompas o espaço sólido
com tuas fibras famintas
é o momento agora
ave rara nobre felpuda

singela em tuas vestes
suspiras enquanto andas
no negro passo primeiro
reveles as cenas do sonho

a ti mesmo em teu segredo
lutas contra os ventos do norte
com tua lança de ferro
unguentos te protegem

prolongam tua vida
teu grito acorda as aves
tuas companheiras de vôo
alcanças o território

por mérito nobre e sagrado
percorres o vale infinito
dos umbrais indevassáveis
libertas o teu povo

com tuas visões provindas dos animais
és a deusa que esperavam
os animais te respeitam
os homens te beijam os pés

as mulheres recebem de ti
a mensagem que trazes
das tuas viagens pelos mundos
do fundo da terra do abismo do céu

Abilio Terra Junior
25/10/2011

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