alforjes vazios
nesta nova noite
em que luzes
tremeluzem no horizonte
ao anunciar que esse espaço negro
nada perdoa

engolfados nesse mistério
percebemos
que no amor
há o gozo do momento

há mil faces que se encontram
e se desejam

há o amor do dia a dia
que perfila nossas
fibras insepultas
e nos ensina que há o mistério
além do verbo

mas ele vibra e cintila
como aquelas miragens do morro

há conseqüência
há dúvida
e somos nós que aprendemos sozinhos
mordiscando nossas veias

nada nos salvará
de nós mesmos

mas quem percebe
o mistério incontinente
que atravessa o zodíaco

estas pequenas luzes
que tentam sorrir

o ardor das nossas células
que são ordeiras
mas sabem quem somos

Abilio Terra Junior
29/03/2007


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