se sabes que eu te quero
mesmo ausente faço-me presente
porque não abres teus lábios
ao sorvedouro da vida

porque não transpões o espelho
no salto felino
sussurras o dialeto
que se esconde entre tuas coxas

escondes teu vulto entre as lousas
pisas em folhas secas
teu semblante um enigma
claro molhado de orvalho

no entanto teus cabelos são negros
escalam fragrâncias etíopes
levados por torvelinhos alísios
volteiam teus sentimentos

no segredo do teu ventre
matizes do nascedouro
do mundo novo
que cativa ao se expressar

acompanhas as dunas musicais
ao te perceberes cativa
das minhas crespas conquistas
naquela viagem perdida

na magia tresloucada
com que galopas teus despudores
te descubro íntima corça
que te escondes nas nuvens nimbos

Abilio Terra Junior
24/04/2008 3:25 h



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