quem traduz a equação
que irrompe das trevas
e se alastra pelas belas que se molham
e se apóiam

a indumentária senil que balança ao vento
com penduricalhos que brilham à luz do sol e da lua
o sorriso da certeza que sobrevém de crassos andamentos
que claudicam desde longos tempos

a apropriação do que não é e nunca foi em novas formas
que atraem e que se impõem em tom de privilégio
a nulidade altaneira que se infiltra e avilta o
sangue rítmico que muda de tom e de odores

o galope da esfera que se lança em mortal parafuso
paralelo à sua meta
os timbres agudos das feras sem futuro que não se sabem
e que conduzem missões cuja matéria é dor

a graça de um palhaço debulhado em sofismas e cujas
suaves crinas se entorpecem na volúpia absurda
a metamorfose de um espaço que jaz ao largo e que brilha
e reluz em pequenas esferas sedentas

o discurso em cruz que sempre compraz às múmias estreitas
que vomitam suas febres ao se sentarem nas suas posturas
as novelas abertas que julgam-se de fato certas ao observar de
soslaio a luminosa crença que a elas se torna despensa

a febril urdidura em todos estratos de vagas sementes perplexas
por serem néscias que planejam seu próprio desterro

Abilio Terra Junior
03/06/2008 3:11 h



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