põem-se o sol sob as estrelas
num dia faminto
em busca do orvalho

cavalgam as valquírias nos pólens de neve
seus frutos de sangue exalam odor
assolam os castelos negros cinzentos

cavaleiros no seus grandes corcéis
gritam lançam-se contra a morte
a donzela esquiva lá na janela
entoa um cântico de amor

as nuvens a acompanham
em um bailado sagrado
relâmpagos resplandecem no horizonte

observo a cena do meu claustro
escrevo em caracteres secretos
na imensa biblioteca com livros proibidos

o traje me pesa me esconde do frio
sou magro como o pão bebo o vinho
o dia circulou sobre a triste paisagem

deixou o seu rotineiro rastro
alguns fiéis numa procissão estoica
pedem perdão flagelam-se contritos

a vida os acompanha circunspecta
não sabe até quando permanecerão
fecho meus olhos cansados
rezo por dias melhores

sei no entanto que a febre que ferve nas almas
nunca as deixará
abro os olhos respiro fundo
a paz cavalga na floresta negra

Abilio Terra Junior
20/02/2012

 


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