o bardo repete o brado
em um dia esfumaçado
o sol esconde-se atônito

as andorinhas se espalham
novos nortes que despontam
vêm a calhar no instante

e mesmo aqueles nubentes
que se beijavam alheios
circunspectos se indagam

e procuram sua teia
a vizinha que se esguelha
com seus olhos mortiços

se espelha nos seus temores
espalha os seus cabelos
negros como azeviche

pelo frescor da tarde
os cães dormem na praça
e o perfume da jovem

é glorioso e infernal
em um breve instante
domina a praça e alhures

Abilio Terra Junior
16/03/2011

 

 

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