numa tarde embevecido
pelos teus olhos oblíquos
sentei-me à sombra

do mais antigo carvalho
súbitos jovens galos
percebiam meu cansaço

a mais humilde galinha
sentia o meu ardor
mas tu ingrata sereia

sorris dos meus anzóis
escondes sob nobre manto
tua pele repleta

do perfume que o querubim
aspirava e logo tremia
vibrante em sua inocência

nas tardes bem crestradas
eu permeio meu suplício
com a dor que nasce e gira

nas fibras do meu ser
golpeia minhas têmporas
com a fatal medusa e seus caracóis

que pulsam o seu veneno
penso então que a pérfida velhaca
com vilania me fite

e me transforme na pedra
que mereço e me completa

Abilio Terra Junior
05/04/2011


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