hesitas diante do estro
numa fútil penitência
poluis a tua existência
a alquebrar a quimera
e a ardência da fera
que existe dentro de ti

neste generoso encontro
de plausível vacuidade
invocamos nossos deuses
numa lunática recusa
de sermos nós mesmos
nossos próprios autores

mas tudo isto faz sentido
se pensarmos que em nós mesmos
eles se mantém vivos
e sopram em nossos ouvidos
histórias de arrepiar
a nos conservar descabidos

a sina do poeta
que o envolve em tormentas
é estar sempre presente
mesmo quando ausente
da sua aura portentosa
em seu lúbrico império

nessa fantasmagoria
de tantas lutas sem nexo
replicamos aos nossos mestres
como fúteis infantes
a perceber o engodo
que transluz da nossa arte

Abilio Terra Junior
05/05/2007

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