Os homens Pássaros
a Abílio Terra Junior


...perambular Minas na busca do homem sem nome, dos símbolos e rios de primavera. Abílio traduz a sombra, o universo de costumes, à vida por um fio. Agora o anjo é mortal! Conhece o gosto do café, a menina e seu pão, os risos de estudantes, caudas de cometas!

Assim, mergulho na escuridão. Escrevo cada letra de seu nome em olhares verdes, na areia úmida, na dança púrpura, e no cálice ácido de vinho latino. Homem sem véu, seus pequenos passos na curva convexa, nas equações de tempo completo. Poucas palavras. Sou eu com minha sombra e nem ela percebe meu vulto. No silêncio moderno, sacerdotes celebram rituais: - Oh, Apollo!

- Peço poesia, a luz da cura em pedra dorida. Ela sorria um perfume de fogo xamã. No caminho galopava o horizonte/ventre/suor/sangue único de homens pássaros. – Gigantes adormecidos e vigilantes – Poeta da madrugada de erros e acertos, de imagens e janelas de vento. Silêncio! Um cachorrinho se deita, e passeia a rua sem tons.

Trago emoções a físicos invisíveis. Rapunzel vê da janela a bebida dos vampiros-grilos. Quem são os pecadores? Nosferatu? Pequenos deuses famintos de corpos!... Marte atravessa o céu de perplexas bocas. Então; o contador de histórias mergulha seus homens pássaros em versos e mulheres cantam fados de dores, d´alma, e do corpo. O violino morreu buscando sentido. Fecho meus olhos ao som da flauta. Um rosto feminino (de nome curto, cores vivas, e de lutas) flutua entre meus cabelos. Sem luz, ela excita. E eu acompanho os homens pássaros que rompem obstáculos em baile de folhas cinzas, e de corte rápido. Vôo de Abilio.

Este texto apresenta e convida para leitura do livro "Os Homens Pássaros" de Abilio Terra Junior, editora Câmara Brasileira de Jovens Escritores, setembro de 2002.

http://www.camarabrasileira.hpg.ig.com.br

Autor: J. Geraldo Neres
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