Nesse casarão com um magnífico
jardim florido,
nasci e minha infância vivi.
Era aí que eu brincava e como
nos Contos de Fadas
sonhava com o futuro distante.
O jardim imenso e
florido com um belo e
central chafariz de pedras rústicas os
sapos se escondiam e coaxavam em coro.
Nas noites escuras
pontos de luzes brilhavam no ar
como pisca-pisca num ritmo desigual
semelhantes as
estrelas cintilando no céu.
Eram os vaga-lumes que
voando de um lado para o outro
iluminavam a
escuridão da noite.
Sonhos...
devaneios...
a ilusão que fica no âmago
já calcificado pelo tempo
daquelas lembranças que
nenhumas épocas irão apagar.

Ó casarão da minha infância!

Ainda me lembro
das brincadeiras de:
Esconde...esconde..
Chicotinho queimado...
Boca de forno..
e tantas outras.
Lembro-me daquelas manhãs
frias de inverno,
o jardim florido,surge agora
com flocos branquinhos de geada
formava um quadro inesquecível
e a cada estação do ano
deixava sua história
de uma existência que não volta mais.

Luiza Helena G. V. Terra
30/11/2005


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