as pernas abertas
o olhar perdido
o espírito vagando por entre rochas
nada a esconder

o medo de ser vista
a errância que presente permanece
milhares de peixes em torno da igreja
casinhas rolam pela rua

lá na serra a pressão desce
corações se aquecem à distância
sim sorriem com mansidão
o coração se abre

no grande vazio do mundo u’a mancha negra
filósofos disparam em busca de uma perspectiva
o poeta espera que o peixe cresça e desapareça
com gáudio empenha-se a fundo com curtos golpes

o verbo presente se faz no azul de um cometa
muda porta com feixes de luz esbarra na esbórnia
paulatinos minutos declinam-se parcos
na contínua vacância que não se completa

com tanto zelo a meta caminha serpentina
se encontra a meio termo com a espera
ambas fundem-se no lusco-fusco tão vago
de errantes tristes pontes entregues inertes

o mundo que se comprime nos belos dentes
céleres pés ultrapassam calçadas amarfanhadas
no circular reflexo do empenho de uma luta
que se fortalece ainda que combalida

Abilio Terra Junior
19/05/2008 00:29 h



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