foste inebriar-te nas nuvens
que amaste durante toda tua vida
pois pulsaste no sol e na beleza
uma beleza só tua e de mais ninguém
eras a única

pálida olhos de névoa
vivias a comédia humana a cada dia
e sabias que após viria o nada

para ti tudo se resumia no detalhe
no saber da jovem bruxa
que se sabia sem se saber

que vivia a loucura em sua sabedoria
que se resignava e gozava
e cruzava dias e noites
entre torpezas e desprezos

ao viver em detalhes
a mansidão de uma nobreza
que não se percebia

que imiscuía-se entre seus cabelos
sua pele sua forma
sua alma e seu corpo flexíveis

em seu amor pelo sol
em seu desprezo sem palavras pelos torpes
em sua palidez resignada e altiva
com que prosseguia pela morte em vida
pela vida em morte

(*) inspirado no conto ‘Suze’, de António Patrício, do livro ‘Serão Inquieto e Poemas Reunidos’.

Abilio Terra Junior
16/09/2009

 

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