a perna como uma espada
tremeluzia à meia-luz
qual um dardo imaculado
projetava-se ao som dos tambores

era frondosa colorida
desde o negro ao amarelo
solícita ao primeiro chamado
provocava olhares curiosos

seu esplendor ocorria ao meio-dia
quando pérolas negras
nela se enrodilhavam

a melodia que então se ouvia
sentiam-na nos seus corações
os seres mais entorpecidos

era precisa e pressentia as dores
que percorriam o espaço
nascera da alma da jovem pintora
portanto era imorredoura

perfeita na sua impetuosidade
os que liam os versos admiravam-na
serena na sua integridade
misteriosa nas suas curvas
e ângulos indescritíveis

apoiava cada verso
quando ele caminhava atento
nos cumes enregelados
dos pensadores ensimesmados

na busca do sentido oculto
que esperava os mais ousados
que se deixavam levar
pela potencialidade oculta
prestes a se declarar aos desbravadores

assim a imagem e o verso
se uniam e abriam aos iniciados as portas
com eles celebravam
bebiam o vinho de Orfeu de Eurídice

Abilio Terra Junior
23/06/2012


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*Tela de Marcella Viglioni Terra

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