no primeiro plano
silhuetas difusas
ao fundo muita gente a conversar
na luz que se espalha

Maitê Proença diz a que veio
beleza
compreensão
a palavra chave
que diferencia seres

mas hoje não se pode diferenciar
assassinos
políticos
sábios
tudo na vala comum

o ego e o corpo
a serem enaltecidos

quem trilha o seu caminho único
é excêntrico
no mínimo

e carrega seu estigma
exausto

mas vale a pena

nada como enxergar
com novos olhos
uma paisagem que ninguém vê
pois olham com seus olhos opacos

e criar do âmago
das imagens
dos símbolos
das palavras
da beleza
da dor
da sombra

aquele tilintar único
que brilha frente à grande corrente
subterrânea
que perpassa as entranhas da terra

e desponta em templos milenares
esquecidos

no gozo da mulher
que da tragédia se levanta
e cruza o horizonte

no jogo de vida e morte
dos Pândavas e Káuravas

na descoberta dos navegantes
de jangada
que cruzam o Oceano Pacífico
e com sua fibra
provam sua teoria

Abilio Terra Junior
17/08/2006


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